Mais utilizado pela Grande Loja Unida da Inglaterra, pensa-se estar próximo da mais antiga e pura Maçonaria. Neste caso, somente os três graus principais do ofício são chamados principais. Os demais Conhecem-se por “adicionais”, com destaque para o Royal Arch, considerado “a quinta-essência da filosofia maçônica”.
Outros dos graus inseridos neste caos é o de Mark Master, continuidade do grau de companheiro, cujo simbolismo anda em torno da leitura do Salmo 118, e a ligação dos Evangelhos à figura de Jesus Cristo. Por último, destaque para o Rito de Iorque, praticado nos Estados Unidos da América, o qual, além dos três graus simbólicos, aposta ainda nos dois complementares supracitados, a par dos graus críticos (como o Select master) e as Ordens de Cavalaria (em que se incluem a Red Cross e a Order of the Temple).
Rito escocês Antigo e Aceito
Provavelmente um dos mais famosos entre todos, sendo que “continua a ser regido pelas Grandes Constituições de 1786, atribuídas por Frederico II. Os supremos conselhos formam uma confederação, senão de direito, pelo menos de fato, e efetuam conferências internacionais periódicas em que se procede a troca de pontos de vista sobre os problemas comuns, traduzindo-se em recomendações” (obra citada de Paul Naudon, p.111). Na verdade, os princípios adotados em 1875 garantem a existência de um princípio criador com o nome de Grande Arquiteto do Universo, sobrepondo-se à utilização do termo “Deus”.
Segundo os rituais inerentes a ele, os três primeiros graus garantem a iniciação tradicional, ao passo que os graus entre o 4º e o 14º conduzem ao conhecimento filosófico, os dos 15º ao 18º à identificação com o fator universal através do amor e o 30º grau é a síntese de todos os outros. Por último, 31º, 32º e 33º são graus puramente administrativos.
Rito Escocês Retificado
Tendo nascido no seio da Estrita Observância (fundada em 1756 pelo Barão de Hund), teve grande influência de J.B. Willermoz (1730-1824), um comerciante natural de Lyon. Sob sua presidência em 1778 realizou-se o dito Convênio das Gálias, com o intuito de reformar a Franco-Maçonaria. O Rito Escocês Retificado é composto pelas Lojas simbólicas de S. João (aprendizes, companheiros e mestres), pelas Lojas de Santo André (mestre escocês) e pela Ordem Interior (escudeiros noviços e cavaleiros benfeitores da Cidade Santa), dirigida por um Grão-Priorado e organizada em prefeituras e comendadorias.
O Código do Rito estipula que o “primeiro compromisso do franco-maçom é observar fielmente os seus deveres com Deus, o rei, a Pátria, os Irmãos e si próprio. Só o jura depois de haver a garantia do respeito que ele tem à Divindade e da importância que dá aos haveres do homem honrado. A cerimônia da sua recepção (...) prova-lhe que todos os Irmãos estão penetrados no amor do bem. Todos se comprometeram pelas mais santas promessas a amar e a praticar a virtude, a votar-se à caridade e à beneficência”. Segundo o ritual de iniciação de 1778, o recipiendário presta juramento sobre o Evangelho de S. João “de ser fiel à santa religião cristã, aos seu soberano e às leis do Estado” (obra citada de Paul Naudon, p.112-113). O maior destaque deste rito, em relação ao chamado Escocês Antigo, é, efetivamente, que neste caso há a referência explícita a Deus e à igreja cristã. Destaque, neste caso, para os grupos de graus deste rito: Loja de São Jorge, que abrange os chamados três graus básicos da Maçonaria – Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom; Loja de Santo André, que inclui os Mestres Escoceses, extraídos diretamente do Rito Escocês Antigo e Aceito; e Ordem interior, composta pelos graus de Escudeiro Noviço e Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa.
Rito Sueco
Bastante similar ao rito anterior, este nasce pela idéia de Eckeleff, na Suécia, no ano de 1756. Foi Eckleff que criou a primeira “loja escocesa de Santo André”, denominada A Inocente. Imbuídos do espírito do templarismo, o rito sueco assume o seu caráter puramente cristão, possuindo dez graus repartidos por três grupos distintos, a saber: Lojas de Santo André, Lojas de São João e Capítulos. Além disso, há ainda a destacar que, na Suécia, o chefe do 11º grau, chamado de Cavaleiro Comendador da Cruz Vermelha, a par de ser denominado oficialmente Vigário de Salomão, incrementando ainda mais as ligações anteriores, tem sido sempre detido pela mais alta figura da monarquia sueca, no caso o próprio Rei. A sua aparição na Suécia acontece no ano de 1853 e, de lá para cá, esse rito tem sido seguido à letra, tendo-se expandido igualmente para países vizinhos como Noruega e Islândia.
Rito de Mênfis
Foi constituído em 1838 por Marconis de Nègre e tem, tal como o rito sueco, uma forte tradição dos antigos cavaleiros templários. De acordo com sua linha histórica, teria sidoesta Ordem medieval a fundadora direta do rito de Mênfis. Porém, resta saber quem teria passado esse conhecimento aos cavaleiros do Templo. A resposta reside no sábio egípcio, de nome Ormus, o qual era sacerdote da cidade de Mênfis, uma das mais importantes do Antigo Egito, e posteriormente convertido ao Cristianismo sob o nome de São Marcos. Este rito compõe-se com noventa e cinco graus, um dos mais elaborados de que há conhecimento, tendo-se integrado, no ano de 1862, no Grande Oriente.
Publicado por Redação em 02/07/2010 às 14h47
Rito de Misraim
Este rito analisado sabemos ter sido criado em torno de 1813 na Itália e introduzido, com maior vigor, na França por Marc, Michel e Joseph, três irmãos de apelido Bédarride. Utilizando comparações bíblicas, os seus promotores defendem que o rito de Misraim provém diretamente de Deus, que teria passado a sua vontade a Misraim, um dos reis do Antigo Egito. Tal como o rito anterior, este também possui vasto leque de graus, em número de noventa, divididos em quatro grandes pilares, no caso: simbólico, filosófico, místico e cabalístico. Uma das últimas lojas que se sabe praticar este rito era a Loja Mãe Arco-Íris.
No ano de 1959, após ter sido desperto novamente por Probst-Biraben, ambos os ritos (Mênfis e Misrai) fundiram-se, dando origem ao Supremo Conselho das Ordens Maçônicas de Mênfis e de Misraim Reunidas. Em 1963, abreviaram o nome para Rito Antigo e Primitivo de Mênfis-Misraim, funcionando ainda hoje na Europa , América do Sul e Austrália. A distribuição dos graus é a seguinte: o 9º é o Mestre Eleitos dos 9; 18º, Cavaleiro Rosacruz; 30º, Cavaleiro Kadosh; 32º, Príncipe do Real Segredo; e 33º, Soberano Grande Inspetor-Geral.
Rito Francês
No período de cisão, existente no seio da Grande Loja de França, em 1773, as mudanças teóricas não podiam deixar de acontecer. Não apenas se deu a criação do Grande Oriente de França e da Grande Loja Nacional, esta última com atividade errante e de curta duração, como também a determinação, em 1786, através da Assembléia do Grande Oriente de um sistema gradual de sete graus, de cariz profundamente francês, conhecido por rito francês moderno.
Aos três graus básicos (aprendiz, companheiro e mestre) juntaram-se aos superiores Mestre Eleito e Mestre Escocês, assim como os de Cavaleiro do Oriente e Soberano Príncipe Rosacruz. Mais tarde, em 1877, dando surgimento ao processo de separação que já havia acontecido anos antes, o Grande Oriente afastou-se também em nível oficial do “deísmo” antigo, avançando de forma vincada para a denominação de “Grande Arquiteto do Universo”.
Rito Operativo de Salomão
Entre todos, este é o mais recente, tendo sido criado na França no ano de 1974, pelos membros da “Ordem Iniciática e Tradicional da Arte Real” (O.I.T.A.R.). Esta era composta por um pequeno grupo Franco-Maçons independentes, sendo que a Bíblia fazia parte notária do seu ritual. Basicamente, integra nove graus, divididos em classes distintas, a saber: Primeira Classe, que engloba Aprendiz, Companheiro e Mestre; Segunda Classe, com Mestre Secreto e Mestre da Marca; Terceira Classe, incluindo Cavaleiro do Arco real e Cavaleiro Rosacruz; e Quarta Classe, com Guardião do Templo e Mestre de Nome Inefável.
No emaranhado de lendas e mitos que envolvem os Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo do Rei Salomão, encontramos as mais diferentes teorias, como histórias envolvendo tesouros secretos, polêmicas religiosas e, até mesmo, rituais satânicos. Entre tantas suposições, uma das mais intrigantes é a de que a Ordem teria uma profunda ligação com a sociedade secreta mais famosa todos os tempos: a maçonaria.
Segundo a história oficial, não há nenhuma prova concreta que suporte essa ideia mas, como afirma o jornalista Sérgio Pereira Couto, autor dos livros Sociedades Secretas: Templários e Sociedades Secretas: Maçonaria, “livros e filmes já foram feitos sobre o assunto e há quem realmente acredite que grande parte do conhecimento templário esteja até hoje diluído nas tradições maçônicas”.
Entre as muitas especulações sobre o suposto envolvimento entre as duas irmandades, uma das mais difundidas é que, depois de os líderes templários terem sido queimados vivos por conta de uma conspiração entre o Rei Felipe, o Belo e o Papa Clemente V, os membros remanescentes do grupo passaram a se reunir clandestinamente para escapar de perseguições. Assim, eles teriam se mantido no anonimato até se restabelecerem definitivamente, em 1717, como a fundação da primeira Grande Loja Maçônica.
No entanto, hoje em dia, são raros os estudiosos que ainda defendem essa versão dos fatos, uma vez que a maçonaria já existia, como uma comunidade formada por pedreiros e trabalhadores livres, cerca de dois séculos antes de os primeiros monges guerreiros fundarem a Ordem dos Templários [veja mais no box abaixo]. Por conta dessa questão de tempo, uma teoria um pouco mais aceita é a de que os templários que conseguiram sobreviver à fogueira teriam apenas pedido ajuda à maçonaria para preservar, por meio dela, seus ideais.
No livro Sociedades Secretas: Templários, Sérgio Pereira Couto afirma que, mesmo quando os cavaleiros já haviam deixado a França e estavam em território seguro, “havia o medo de que pudessem ser descobertos e considerados novamente como traidores. Por isso, eles teriam se valido de seus conhecimentos da arquitetura sagrada e assumido um novo disfarce: o de pedreiros. De fato, há muitas catedrais e construções góticas que apresentam uma variedade de figuras místicas gravadas em suas paredes cujo significado é desconhecido até hoje e que lembram os símbolos usados pelos templários”.
Outra hipótese bastante estudada, e que pode ser a origem dessa intrigante trama, é o fato de os primeiros grão-mestres maçons da Inglaterra terem uma comprovada ligação com os Hospitalários, ordem da Igreja Católica que pode ter herdado uma parte dos bens móveis dos templários, após sua extinção.
Sem dúvida, existem muitas coincidências envolvendo as duas sociedades, como possíveis semelhanças entre rituais, símbolos e ideais. Por outro lado, as comprovações históricas são poucas. Àqueles que adoram uma boa teoria conspiratória, Pereira Couto alerta: “é claro que, se nos atermos unicamente ao campo especulativo, a coisa vai longe. Porém, precisamos ver o lado histórico para decidir se há mesmo ligações entre maçons e templários”.
O grande problema é que, sendo a Ordem dos Templários e a maçonaria duas das sociedades mais secretas da história, poucos são os documentos acessíveis sobre suas verdadeiras atuações. “Seja como for, é bem provável que ninguém nunca conseguirá uma prova histórica que confirme esse fato. Como na maioria dos casos em que as sociedades secretas estão envolvidas, também esta estranha relação ficará nas sombras, sem confirmação nem desmentido”, arremata o escritor.
Misteriosa e secreta Uma das instituições mais antigas que existem, a maçonaria vem alimentando a imaginação de curiosos ao longo dos séculos. Sua origem específica não é conhecida, mas especula-se que teria nascido do trabalho dos construtores de catedrais medievais, que se organizaram criando uma sociedade em que pudessem se deslocar de canteiros em canteiros, livres da autoridade das corporações, da nobreza e da Igreja. Aos poucos, esses primeiros maçons, chamados de “operativos”, foram aceitando indivíduos que não pertenciam ao ofício da construção para participar do grupo e discutir sobre ideais libertários. Cada vez com mais força, a sociedade se firmou no século 18, ao ser denominada franco-maçonaria, adotar rituais secretos e abraçar conceitos iluministas de tolerância e fraternidade.
A ESSÊNCIA DAS ORDENS
Longe de buscar encrenca com a Igreja
A maçonaria é, oficialmente, uma sociedade com intuitos apenas filosóficos, com membros que cultivam e incentivam ideais como a filantropia, justiça, igualdade de classes, democracia e liberdade. A princípio, nada que vá contra os preceitos católicos. Mesmo os rituais e os símbolos que fazem parte da ordem – como o compasso, o esquadro e o grande “G”, que representa Deus –, não possuem conotações que vão contra a filosofia da religião. A oposição da Igreja à ordem se dá, principalmente, pelo secretismo que os maçons, por tradição, mantêm a respeito de suas reuniões.
Rosacruzes: mistura de crenças e filosofias
Influências da astrologia e da alquimia, caráter esotérico, explicações alternativas para a criação do universo e mais uma série de fatores essenciais colocam os membros da Ordem Rosacruz em profundo desacordo com o que defende o Vaticano. Contrariando os dogmas católicos, a organização despertou a inimizade do clérigo e sofreu perseguição violenta durante a Idade Média, quando muitos de seus defensores morreram queimados nas fogueiras da Inquisição.
Não uma, mas várias ordens de Illuminattis
O termo Illuminati (os iluminados, em latim) foi usado para denominar vários grupos diferentes ao longo da História. Entre eles, o mais popular é a Ordem dos Illuminati da Baviera, fundada em 1776 e composta por intelectuais e políticos europeus. O objetivo, oficialmente, era apenas discutir os rumos da sociedade da época. Sem causar qualquer tipo de comoção religiosa (ou mesmo política), o grupo se desmanchou poucos anos depois de sua fundação. Apesar dos Illuminati acreditarem em Deus, a filosofia da organização diz que não deve haver qualquer tipo de intermediação ou interferência no relacionamento entre Ele e o homem. Por isso, extinguir todos os grupos religiosos seria um pré-requisito para a instauração da Nova Ordem Mundial, um sistema social mais justo e equilibrado do que o atual – supostamente, o grande objetivo dos “iluminados”.
Os Templários e a Igreja: como um só
Fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito de assegurar a segurança dos cristãos que voltaram a peregrinar por Jerusalém após a conquista da cidade, a Ordem dos Templários ganhou o apoio total da Igreja Católica em torno de 1129. Durante muitos anos, as duas instituições trabalharam em conjunto. O sucesso dos Templários, no entanto, estava estreitamente vinculado ao das Cruzadas e, quando a Terra Santa foi perdida, o apoio à ordem desapareceu.
A VISÃO DA IGREJA
Se há algo a esconder, coisa boa não pode ser
A aura de mistério que paira sobre as reuniões maçônicas colocou a ordem em rota de colisão direta com o Vaticano, tanto que duas bulas papais condenando a maçonaria chegaram a ser emitidas, por Clemente 12 e Bento 14, ainda que os líderes não soubessem o que acontecia nos encontros dos maçons. Em 1983, quando comandava a Congregação para a Doutrina da Fé, o atual papa Bento 16 publicou um texto chamado Declaração sobre as associações maçônicas. “Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em pecado grave”, escreveu.
Proteção contra a fogueira
A Ordem Rosacruz ganhou o caráter de “sociedade secreta” justamente para evitar represálias diretas da Igreja, já que na era medieval essa instituição possuía uma influência política enorme e não tinha pudores em queimar quem fosse contra seus credos. Bater de frente com o clero, portanto, não era uma boa ideia. De lá para cá, o secretismo acabou se tornando uma das principais características dos rosacruzes, ainda que a Igreja não tenha mais o poder de outrora.
Atuação por baixo dos panos
Há quem acredite, ainda que não haja evidências, que os Illuminati da Baviera continuaram suas atividades secretamente e seguem na ativa até hoje. Segundo esta crença, eles teriam participado de vários desdobramentos de episódios importantes da História, da eclosão da Revolução Francesa à fundação dos Estados Unidos, sempre trabalhando ativamente para tirar o poder social e político que ainda descansa nas mãos dos líderes da Igreja Católica. Com o sucesso do livro Anjos e demônios, a fama de “inimigos da Igreja” só cresceu. Na trama de Dan Brown, os Illuminati são estrategistas violentos que planejam um golpe para desestabilizar o Vaticano, sequestrando e aniquilando violentamente líderes do clero. Porém, sem que haja qualquer comprovação histórica de que as desavenças possam chegar a esse nível, a faceta antagonista não ultrapassa o universo da ficção.
De companheiros a inimigos mortais
Frente ao resultado negativo dos embates e à popularidade crescente dos templários (que ganhavam, também, cada vez mais poder) o rei Filipe IV, da França, começou a pressionar o Papa Clemente V a tomar medidas contra a ordem. A partir de 1307, muitos de seus membros foram detidos, torturados e mortos, até que, em 1312, o Papa Clemente dissolveu totalmente a sociedade – dando início às inúmeras especulações, que perduram até hoje, referentes ao paradeiro desses cavaleiros.





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